segunda-feira, 15 de junho de 2015

Faz muito tempo que não escrevo, queria explicar o real motivo, mais nem eu sei, entao fiz um pequeno texto esses dias, que nao posso compartilhar com ninguém dos meus amigos e família (não entenderiam). 

*Isso reflete um pouco oque estou sentindo...



Aonde eu errei?

Nada disso faz sentido. Nunca foi tão difícil escrever como agora é. É estranho sentir tudo, mas não conseguir dizer nada. 
Virou uma bagunça de sentimentos e pensamentos. Sinto que estou vivendo em um labirinto do qual os obstáculos foram feitos para me confundir mais ainda. Nunca me senti assim. Mas, ultimamente as coisas mudaram muito.
Já não sou mais aquela garotinha de meses atrás. Já não tenho os mesmos planos, nem os mesmos sonhos. Sinto que agora estou vivendo por obrigação. Sinto que tudo o que faço é porque eu tenho que fazer, mas não por que eu quero fazer. Não poder dizer para ninguém o que estou passando, me sufoca. E se dizer, jamais entenderão. Porque as pessoas jamais entendem o que você sente a não ser que passe pelo mesmo. Ninguém jamais compreende a dor que o outro sente. E, muitas vezes, o que todos fazem é criticar e te colocar mais no fundo do poço.
Sei lá, as vezes a gente cansa de bancar a boazinha. Cansa ter que ser quem você não é. Quanto mais você faz, mais as pessoas querem, mais elas esperam. Portanto, elas acabam te sufocando com suas expectativas. Elas acham que você deve fazer tudo certo e como elas querem sempre, e quando não é assim, todos te cobram e te fazem sentir derrotada.
Olho ao meu redor e vejo pessoas que demonstram se preocupar comigo e gostar de mim. Mas, sinto que no fundo elas não dão a mínima.
Certas coisas são tão difíceis de dizer. Só tenho certeza de uma coisa: eu não estou bem. Nunca me senti sem esperanças de nada, sem vontade de nada, sem sonhos, sem planos. Parece que aquele mundinho que eu sempre vivi está desmoronando na minha frente e eu não posso fazer mais nada. Meu Deus, que sentimento horrível. Que texto cheio de dor e angústia. O que fazer agora? Qual será a saída pra tanta confusão de sentimentos e pensamentos?
 Ultimamente choro em segredo e sofro em silêncio para ninguém saber, para ninguém se preocupar comigo, mas tem hora que a gente desmorona. Não dá pra aguentar. Sinceramente? Não vejo uma saída pra isso, não por enquanto. Ter que viver assim dói. E estou postando no blog, porquê sei que ninguém lê mesmo.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sétimo e oitavo capítulo do meu livro

Oiii Turma, boa tarde. Aqui em São Paulo está o calor do caramba (29°), e a previsão pra amanha é (32°) e com essa falta de água só por Deus mesmo.

Trouxe hoje os próximos capítulos sete e o oito (Os últimos até agora, porque ainda não escrevi o resto, mais até semana que vem posto o nove e o dez ;)

Boa Leitura *-*

 
 
 
 
 
 

Cap.7


 

28/03/2014


 

PII...PII...PII...

-Que merda de despertador.

Levantei na maior preguiça me arrumei e fiz tudo oque tinha que fazer, e sentei no sofá para esperar Michael, e logo ele bateu na porta.

 

-Oi Michael, estou feliz em te ver.- rimos

-Oi Amanda também estou feliz em te ver. Só uma pergunta...nos vamos de ônibus né?

-Tem outro jeito?

Então abraço ele e saímos em direção ao nosso ponto.

-Nossa agora de manha é um frio danado né?- ele concorda com a cabeça.

-Finge que o resto da calçada é o caminho para o altar, me de seu braço- ele coloca meu braço enrolado no seu.

Como assim altar?, esperai...

-Altar, só pode estar de brincadeira.- rimos

-Só imagina um lugar quentinho, que você gostaria de estar.

-Minha cama...um achocolatado e um bom livro.

-Agora esse lugar se foi, e advinha onde você esta?. Aqui nesse frio indo para escola- rimos

-Seu besta, eu estava tendo um pensamento legal.

Tudo estava fantástico enquanto caminhávamos naquela longa calçada que parecia não ter fim, quando de repente vejo Thomas me encarando na esquina.

-Tho...Thomas?- ele vem em minha direção.

-Porque você saio tão cedo da sua casa?, e quem é esse dai?- tiro braço de Michael de cima de mim

-Thomas esse é o Michael.

-Mas eu não disse que ia te buscar?- ele parecia irritado- Você deveria ter me esperado, né?

-Ei cara, quem é você para mandar nela deste jeito?-Michael também estava irritado

-Quem eu sou?- ele ri.- Fala para ele oque eu sou seu Amanda, fala.

-...- não sabia que falar, oque fazer, tive vontade de enterrar minha cabeça na parede.

-Fala Amanda...

-Thomas, não quero te magoar, mas não sinto a mesma coisa que você sente por mim, talvez eu sinta, mais eu não sei.

-Então você quer dizer que somos apenas "Amiguinhos"?, depois daquele dia, você ainda me trata como amigo?, Oque há de errado com você?. Eu sei, você gosta de ver as pessoas longe de você, por isso seus amigos te largaram, agora tudo esta mais claro, eu tentei te ajudar, mas você não me deu valor algum, como você pode esquecer do nosso beijo, de todos aqueles momentos?. Eu pensei que você fosse diferente, mas você é exatamente igual as outras meninas daquele colégio.

Quando ele terminou de falar meus olhos estavam cheios de lagrimas e pela primeira vez, senti o meu coração partido.

-Tho...me descul...

-E quer saber, qual seria a surpresa?- ele tira um pacotinho da mala e entrega a Michael.- Agora seu namorado tem algo para te dar.- e sai andando.

-Thomas, as coisas não se resolvem assim.- corro e agarro seu braço.

-Se resolvem como Amanda?, do seu jeito?- ele tira minhas mãos do seu braço.- Acho melhor você ir andando, vai chegar atrasada na aula.

Fiquei mais 2 min vendo ele indo embora, então Michael chega atrás de mim.

-Me desculpa Amanda.

-Que nada, não foi culpa sua.- pego o presente de suas mãos e guardo na minha mala.

-Você não vai ver oque é?

-Quem sabe quando eu chegar em casa.

Então caminho do lado Michael até o ônibus e depois nos separamos na escola.

Na hora do intervalo, sentei-me ao lado e Michael e conversamos sobre filmes que nos gostávamos, mais não prestei muita atenção, pois tentava achar, onde estaria Thomas, e logo o vi, na mesa dos populares, junto com Beatriz. Olho diretamente para eles e Bia me da um tchauzinho discreto e eu retribuo, quando Thomas olha para mim eu volto a conversar com Michael. E o resto do dia foi basicamente assim, eu tentando fugir dele e de algum modo sempre cruzamos olhares.

Voltei até em casa com Michael e suas conversas sobre tecnologia espacial, era engraçado ver ele irritado com a ciência.

Cheguei em casa dei oi para minha mãe e subi correndo para meu quarto.

-Oque será que tem dentro desta caixa?

Peguei a tesoura e abri rapidamente a embalagem e lá estava um iphone 5, não estava acreditando que ele gastou seu dinheiro para me dar um celular como aquele, apesar de ter ganhado um celular bom, eu estava muito arrependida, queria voltar a ser amiga de Thomas, mas não sei se ele me perdoaria, mas afinal a errada nessa historia não sou eu né?

Abri meu net e comecei a escrever uma breve historia do que tinha acontecido e evitei detalhes.

 

Me senti destruída por dentro, lagrimas saiam por meus olhos, não queria mais mostrar minhas cara na escola. Oque me deixava mais triste eram as palavras que ele tinha dito de mim, não acredito que ele fez isso comigo, ele sabe que eu não sou assim, mais as coisas estavam andando rápido demais eu tinha que dar um basta, não sentiria nada por ele se fosse por simples obrigação, não é um  beijo que vai fazer eu sair namorando todos por ai, eu sei que estou certa, ou não.

 

Por: Amanda

 

Bia tinha razão escrever esses negócios me fazia sentir melhor.

 

-Amanda desce e vem comer!.- minha mãe

-Não to com fome mãe.

-Venha logo antes que esfrie.

-Não quero, já disse!- grito

-Olha o respeito. Desça e venha comer.

-Olha mãe depois eu vou ta, não é uma refeição que vai fazer eu morrer.

 

Depois minha mãe não falou mais nada, deve ter aceitado oque eu disse, e eu fiquei um pouco arrependida porque fui um pouquinho grossa.

Acabou que naquele dia eu dormi sem comer, e finalmente dormi cedo.

 

Cap.8


 

29/03/2014

 

Apesar do dia de ondem, acordei com uma faísca de felicidade, afinal hoje era sexta-feira.

Estava pensando em aproveitar que hoje é sexta e sair. Mas ai esta, sair com quem?, eu gostaria muito de sair com Thomas, mais ele nem fala mais comigo, poderia sair com Bia, mas acho que ela vai sair com as amigas dela, e tem o Michael mas ele não vai sair para se divertir quando sua mãe esta internada quase morrendo. Melhor eu esquecer essa ideia se sair, e depois da escola ir no parque. Sim, isso que eu vou fazer.

 

-Amanda já esta pronta?, seu café vai esfriar e você vai perder o ônibus.

-Estou descendo mãe.

-Você não esta com fome?

-Se é por causa de ontem, não.

-Ok, não vou ficar pegando no seu pé, toma o dinheiro do lanche.

-Mãe, hoje depois da escola vou para o parque. Beleza?

-Tudo bem, mais vê se volta cedo dessa vez.- ela me abraça e eu saio andando

 

Estranho, hoje acho que Michael não quis ir para escola comigo. Deve ter acordado tarde.

 

Chego na escola e por incrível que pareça, Bia vem correndo atrás de mim.

-Amanda, oque aconteceu entre você e o Thomas?

-Nada.

-Ele começa a andar com meus amigos de repente, e você quer que eu acredite que não aconteceu nada?

-Já que ele esta andando com vocês, porque não pergunta para ele?

-Para com isso Amanda, vai me conta.

-Olha Bia, nem eu sei oque rolou entre agente.

-Tem certeza que você não fez nada?

-Sei lá, talvez.

-Vou perguntar para ele, depois eu te ligo e falo que ele me respondeu.

-Me liga lá pelas 19, ok.

-Tudo bem, pode deixar, tchau.- ela me abraçou foi embora.

 

Só queria voltar a conversar como antes com Thomas. Quem sabe um dia.

Fui para aula.

 

-Amanda, poderia me responder a questão 7?

-...

-Amanda?

-Não professor.

-Em que pagina estamos Amanda?

Ouço risos atrás de mim.

-Não sei.

-Poderia se retirar da sala.

-Não, estou melhor aqui.

-Eu não estou pedindo, estou mandando.

-SE EU NÃO ESTOU PRESTANDO ATENÇÃO AQUI, NO QUE VOU PRESTAR ATENÇÃO LÁ FORA?- grito

-Se retire agora, não se deve levantar a voz para um professor.- aponta para porta

Em minha mente, estava chingando ele e toda família dele.

-Então, da licença MEU professor.- saio da sala e bato a porta, bem quando a coordenadora aparece.

-Oque você esta fazendo, batendo a porta e saindo deste jeito?

-Desculpa.

-Vá para minha sala, vou conversar com seu professor e te encontro lá em 3 minutos.

 

Cheguei na sala dela, joguei minha mochila no chão e sentei de qualquer jeito na cadeira só para provocar. Quando eu olho para o lado advinha quem estava ali?, oque será que eu tenho poderia ser qualquer aluno dessa maldita escola, mas tinha que ser o Thomas, tinha.

Me senti envergonhada, peguei minha mochila e comecei a sair da sala.

-Entrando mocinha.- essa coordenadora aparece quando eu menos espero.

-Eu já entendi que você vai brigar comigo e ligar para os meus pais e blá blá blá.- ela me manda um olhar de reprovação

-Como essa é a sua primeira ocorrência, você levara apenas uma advertência, e que sirva de aviso. Você tem um currículo perfeito, não tem o porque estragar não é?- imaginei eu alguns dias atrás cabulando aula, que currículo perfeito. Quase ri.

Levantei em direção da porta e dei uma olhadinha rasteira para Thomas e por um instante nossos olhares se cruzaram.

Não estava afim de continuar na escola pelo resto do dia, as pessoas comentariam sobre oque eu fiz, e eu odiava ser o centro das atenções. Mais infelizmente não tinha escolha.

Quando voltei para aula, todos estavam cochichando. Eu poderia

 1: sair correndo e me trancar no banheiro;

 2: mandar todos calarem a boca;

Mas fiz o mais sensato...

-Desculpa.- tentei não olhar para a turma

Ele assentiu com a cabeça.

-Sente-se.

O resto da aula ouvi as pessoas me chamando de "Boboca" e outras coisas que eu não dava importância.

 

Quando deu o horário do lanche, procurei Michael em todos os lugares mais não achei. Então me sentei na mesa mais isolada do refeitório e comi minha pizza sozinha. Da onde eu estava, não dava para enxergar a mesa dos populares, resolvi me aquietar e não procurar por Bia, nem por Thomas.

 

-Oi linda- alguém falou no meu ombro, que cheguei a me arrepiar.

Olhei para traz e logo vi que era Nick, um jogador de futebol da escola que eu odiava, pois ele se achava melhor que todos.

-Oi...-fiquei sem resposta

-Sabe quem senta nessa mesa?

-Eu sento nessa mesa...- péssima resposta.

Ele da risada.

-Posso sentar aqui com você?- ele sorri

-Pode, já estou de saída.- me levanto

-Perai gata.- ele me puxa pelo braço- só quero conversar

-Não quero conversar com alguém que já chega me chamando de "Gata"- puxo meu braço.

-Calma, serio só queria te pergunta uma coisa

-E quer ainda?

-Se você deixar

-...

-Hoje de tarde lá pelas 16:00 vai te uma festa maneira na minha casa, e vai até a madruga se é que você me entende- corei por um momento

-Isso é um convite?

-Claro

-Mais porque você esta me convidando?

-Por nada.- mais estava obvio que tinha algo por traz, algo que até eu percebo de longe.

-Foi a Beatriz, né?

-Não...- ele fica paralisado- Tá bom foi ela, mais eu te convidaria sem problemas.- claro que convidaria

-As 16 né?

-Sim

Ele estava quase indo quando...

-Você vai não é mesmo?- ele me pergunta rapidamente

-Vou

Resposta errada de novo, tinha falado que iria ao parque e voltaria cedo para minha mãe. Mas tudo tem as suas exceções, não é mesmo?

Meu Deus quem será que vai?, será que o Thomas vai?, e o Michael?, a Bia é obvio que vai. Com que roupa eu vou?, que horas eu volto pra casa?, onde é esse lugar?, oque eu vou fazer lá?

Estava muito ansiosa, essa seria minha primeira festa jovem que eu iria, parece tão legal e ao mesmo tempo tão rebelde. Não vejo a hora.

 

Passei uma mensagem para bia, para ela me passar o endereço. E enquanto isso caminhava até chegar na porta de casa.

 

-Oi?, mãe?, Tá em casa?

 

Não escutei nada, só o barulho das gotas de água, que vinham da torneira da cozinha. Corri lá para desligar pois tenho uma coisa com desperdício de água, foi ai que eu vi uma carta na porta da geladeira.

 

 

 


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Quinto e sexto capítulo do meu livro

Oiii Turma, boa tarde. Hoje vou postar o capítulo 5 e 6 do meu livro.
Boas leitura ^-^




*ESSE É APENAS OS PRIMEIROS CAPÍTULOS DO LIVRO, LEMBRANDO QUE É A MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE ESCRITORA E EU NÃO "MANJO" KKKKKKKK, COLOQUEM SUAS CRITICAS CONSTRUTIVAS NA "FORMA DE CONTATO" AO LADO, OBRIGADA ;)



 
 
 
 
 

Cap. 5


 

26/03/2013

 

Cheguei na escola atrasada por causa do transito, porcaria de transporte publico. Não pude entrar na primeira aula, mas fiquei sentada no corredor esperando o sinal da segunda. Como não tinha nada para fazer comecei a ler um livro e estava bem interessante até alguém tropeçar em min.

 

-Desculpa Amanda por ter sido indelicado com você aquele dia.

Olhei de relance e quem estava lá...Thomas. Preferi nem responder.

-Ei- ele senta ao meu lado.- desculpa mesmo, eu tinha ficado exaltado só isso.

-Posso te perguntar uma coisa Thomas? -falo baixo

-Claro.

-Você acha que eu tenho problema?

-Não, porque?

-A Beatriz me contou que você é assistente social honorário.- encaro ele com firmeza

-Desde quando você conversa com a Beatriz?

-Não fuja do assunto. Você esta sendo legal comigo, porque você quer me "ajudar" ou algo do tipo?

-Quero te ajudar a fazer novos amigos

-Então no seu ponto de vista eu tenho problema, porque sou diferente das outras pessoas?

-Você não tem problema.

-Quem precisa de ajuda tem algum problema concorda comigo?

-Mas o seu "problema" não é bem um problema.

-E se você não fosse assistente social...você viria falar comigo?

-Isso eu não sei, mas agente ia ter se encontrado no parque mesmo assim, então bem provável que viria falar com você.- ele sorri e eu retribuo.- Vem comigo- ele me puxa para eu me levantar.

-Para onde?

-Quero te mostrar um lugar que eu amo

-Mas a minha aula já vai começar.

-Desde quando Amanda Prado é certinha?- dou risada

-Vou te mostrar um lugar que eu quero que você conheça

-Se eu cabular as aulas vou estar ferrada com a minha mãe.

-Então vou estar junto com você- ele sorri e me puxa pela mão ate fora da escola. Tenho que admitir que fiquei um pouco constrangida.

 

Corremos um quarteirão ate sair de vista da escola. E a partir dai começamos a andar.

 

-Já estamos chegando?

-É logo ali em cima, em cinco minutos estamos lá

-Tomara.

-Não acredita em min?- ele da risada

-Não- dou risada junto com ele

Andamos mais um pouco até chegar no quintal de uma casa.

-Chegamos.

-Oque que tem demais em um quintal?

-Esperai ,oque eu quero te mostrar esta ali em cima- ele aponta para uma casa na arvore.

-Tá de brincadeira que vou ter que subir nisso- começo a dar risada

-Serio, oque quero te mostrar esta lá em cima- fala enquanto sobe as escadas para subir na arvore.

-Isso é invasão de propriedade.

-Eu morro aqui. Não se preocupe meus pais não estão em casa.

Tinha duas alternativas, ou eu subo ou eu fico parada ali olhando para o nada. Então subi.

-Quer uma ajuda?

-Por favor

Então ele me puxa para dentro. Lá não era tão grande, talvez grande para uma criança mas eu já tinha 16 e resolvi ignorar o fato.

-Vem cá Amanda, olha isso.- ele aponta pela janelinha da casa.

-Nossa- suspiro.- Que vista linda

-Dá para ver a sua casa daqui, olha- apontava.- A escola também- apontava

-Dá para ver o bairro inteira -estava de boquiaberta.- Olha o parque, que lindo.

Ficamos mais uns dez minutos analisando e aproveitando a paisagem.

-Ei Amanda, quer tomar sorvete?

-Adoraria.

Thomas desce primeiro da arvora e depois me ajuda a descer.

Fomos até a sorveteria e pedimos uma casquinha cada, eu pedi de creme e Thomas de chocolate.

-Esta tudo derretendo no seu braço, besta.- brinco com ele.

-A é?- ele passa seu sorvete no meu braço e começa a dar risada e a correr por rua abaixo.

-THOMAS VOLTA AQUI.- grito bem alto correndo atrás dele

-ME PEGUE PRIMEIRO ANÃ DE JARDIM.

Corro por mais uns cinco minutos até não aguentar mais.

-PERAI, NÃO AGUENTO MAIS NÃO- sento na calçada

-Você não corre nada.- Thomas volta e senta do meu lado

Aproveitando o momento, esfrego o resto que sobrou do meu sorvete no rosto dele.

-Mancada Amanda, como vou voltar para casa sujo de sorvete?

-Mancada digo eu. Como eu vou voltar suja de sorvete?, minha mãe ira desconfiar que não estava na escola.

-Na minha casa tem chuveiro- Thomas afirma.

-Nem pensar, só que nunca- faço cara de indignação.

-Se voltarmos para escola e a diretora nos pegar, vamos estar encrencadíssimos.

-Verdade- concordo com a cabeça.- Tem um lugar...a não esquece.

-Fala.

-É uma péssima ideia.

-Prefiro péssimas ideias do que castigo de um mês.

-Lá no parque, tem uma fonte...

Antes de continuar falando Thomas me interrompe.

-Não, isso foi péssimo.

-Eu disse.

-Mas, já estou coçando.

-Eu também.

-Já são 12:10, melhor irmos logo antes da aula terminar.

-Vamos de a pé?
 
-Na minha casa tem meu Chevrolet 1988
 
-Prefiro ir a pé mesmo.- nem pensa que iria sair com um Chevrolet 88, sou muito mais ir a pé

 

Então levantamos rapidamente e corremos o máximo que conseguimos até chegar no parque e encontrar a fonte.

 

-Nossa, essa corrida valeu por um mês inteiro.

-Sedentária- ele da risada.

-Vou molhar os braços e as pernas, o resto resolvo lá em casa- afirmo.

-A é?

Então Thomas me empurra para dentro da fonte e eu fico morrendo de ódio.

-IDIOTA.

-Você precisava de um banho Mandinha- ele continua rindo e isso me irrita mais ainda.

-PARA DE ME CHAMAR ASSIM- grito.

-Tá bom fica calma.

-Você me suja de sorvete, faz eu correr quilômetros atrás de você, me joga nessa fonte e ainda quer me ver calma?

-...

-Me ajuda a levantar pelo menos?

Thomas entende o braço e eu puxo ele para dentro da fonte também. E começamos a dar risada.

 -"Você me suja de sorvete, faz eu correr quilômetros atrás de você, me joga nessa fonte"- ele imita oque eu falei com voz fininha- Hoje foi um dos melhores dias do ano.

E foi mesmo, nunca tinha me divertido tanto na minha vida.

-MEU CELULAR!- grito desesperadamente.

Saio correndo da fonte e jogo meu celular na grama esperando que a agua saia milagrosamente.

-Assim ele não vai secar nunca.

-Para de dar risada é serio.

Então Thomas tira o celular dele do bolço e joga na grama também.

-Vamos ver se o meu também seca- falou com voz provocativa.

-Seu besta- empurro ele de leve.

-Vamos voltar para escola daqui a pouco as aulas acabam.

-Eu vou direto para casa, não vou aparecer assim na escola.

-Mas minhas coisas estão na escola.

-Problema seu, quem mandou cabular- dou risada.

-Engraçadinha.

Pego meu celular e o dele e saímos do parque andando.

-Gostei de passar o dia com você Amanda.

-Até que você não é tão chato.

Thomas caminha do meu lado e pega na minha mão.

-O que você esta...

Antes deu terminar oque ia dizendo ele me puxou pela cintura e me beija. E eu gostei.

-Desculpe, tinha que fazer isso.

-Por que você fez isso?, nos só nos conhecemos a quatro dias.

-A quatro dias atrás conheci a menina mais perfeita que já vi.- ele sorri

-A quatro dias atrás você conheceu a "Menina macaca"- dou risada

-A "menina macaca" mais linda que eu já vi

-Para de ser besta- sou uma risada de constrangimento.- Acho que já vou indo

-Mais já?

-Sim, o meu ônibus vai chegar daqui a pouco.

Thomas me puxa e me beija de novo, só que dessa vez foi mais intenso e mais duradouro.

-Te levaria até sua casa, mas deixei minhas coisas na escola- nos rimos.

-Tchau Thomas, até amanha- vou caminhando em direção ao ponto.

-Tchau Mandinha.

Pela primeira vez não me importei dele ter me chamado assim, eu até gostei.

 

Cheguei em casa e minha mãe já estava preparando a janta.

 

-Oi, filha como foi hoje na escola?- começo a rir.- O que foi?, aconteceu algo?

-Nada não mãe, hoje foi divertido só isso.

-Divertido como?

-Sei lá, me diverti muito com Thomas.

-Thomas quem é esse?- minha mãe vira rapidamente para min.

-Um novo amigo.

-Quero conhecer esse ai- minha mãe ri.

-Mais cedo ou mais tarde você vai conhecer.

-Vamos parar de conversar e vamos comer.

Sento na mesa junto com minha mãe.

-Mãe, cadê o pai?

-Esta dormindo lá em cima, com dor de cabeça, não atormente ele hoje.

-Tudo bem então.

Hoje o dia foi tão legal que tinha me esquecido dos problemas aqui em casa.

-Filha, amanha você não vai a escola.

-Porque não?

-Vou te levar para conhecer aquela amiga que esta internada.

-E porque eu tenho que visitar ela?

-Ela sempre foi uma grande amiga minha, mas nunca mostrei a minha filha para ela e gostaria que ela a conhecesse.

-Você é quem sabe.

-Por favor seja gentil com ela

-Beleza

E Depois disso fomos dormir, ou pelo menos eu, minha mãe lavou a lousa e depois foi.

 

Cap. 6


 

27/03/2013                                                      

 

Hoje acordei 7h para tomar banho, tinha me esquecido que estava suja ontem a noite.

Minha mãe ainda estava na cama, então resolvi preparar o café. E logo meu pai desceu.

 
-Já vai trabalhar, pai?

-Tenho que te sustentar, você come demais. -damos risada

-Então tchau pai.

-E o meu café?

-Não, você come demais.

-Engraçadinha.

 

Fiz uma torrada rapidinho pro meu pai e logo ele se despediu e saio.

Tomei café enquanto assistia o jornal da manha na tv, não falava nada demais.

 

-Oque esta assistindo Amanda?

-Ai que susto mãe, você chega do nada e nem fala bom dia.

-Bom dia, já tomou café?

-Já, e já estou trocada também.

-Nossa, já fez o café da manha, esta pronta... Oque deu em você hoje?

-Só estou de bom humor.

 

Conversamos sobre mais alguns assuntos que estavam passando na Tv, minha mãe se arrumou e saímos em direção ao hospital.

 

-Chegamos, desça e pegue a bolça que esta no banco de traz.

-Tá bom.

 

Peguei a bolça e dei uma corridinha ate chegar no alcance da minha mãe.

 

-Você poderia ter me esperado, né?

-Você nunca me espera.

Não falei nada porque afinal era pura verdade.

-Olha Amanda dentro dessa bolça tem uma placa escrito feliz aniversário, quando eu entrar na sala você vem trazendo a placa e grude-a na parede, entendido?

-Fala serio.

-Amanda, por favor.

-Esta bem, só porque você pedi-o com educação- minha mãe da uma risada discreta.

-3...2...1... PARABÉNS PRA VOCÊ...

Ai Que vergonha, acho que não da para piorar. Mas piorou porque la dentro da sala tinha um gatinho de olhos verdes e ele estava me olhando.

-Parabéns amiga.- minha mãe não parava de abraçar a mulher, foi ate engraçado.- Rachel essa é minha filha Amanda, Amanda essa é a Rachel.

-Oi, prazer- abracei Rachel

-Nossa que menina linda e comprida ela é, quantos anos você disse que ela tinha? 15,16?, que magrinha.

-Tenho 16.- dei um sorriso forçado.

-Um ano mais nova que meu menino, vem aqui cumprimenta-la Michael.

-Oi, prazer.- me deu um beijo no rosto.

-Oi, o prazer é todo meu.- começo a ficar corada.

 

Logo depois uma enfermeira entrou com o bolo e nos sentamos para comer e conversar.

 

-Então Amanda, você estuda onde?

-Colégio Longford.

-Serio?, eu também estudo lá, e nunca te vi.

-É que não sou muito popular.- falei constrangida.

-Entendo, eu também não sou. -ele da um sorriso discreto.

-Então estamos na mesma laia né?- tento quebrar o gelo.

-De certo modo sim.- rimos

-Você também faltou na escola hoje né?

-Felizmente

-Você visita sua mãe todo dia?

-Sempre que eu posso.

-E oque que ela tem?... Ah desculpa se não quiser responder eu entendo.

-Tudo bem- ele abaixa a cabeça.- ela tem câncer. Mas acredito que ela vai se curar e vamos voltar para casa. Sabia que sua mãe, além de min, é a única visita que minha mãe recebe?

-Serio?, sua mãe tinha muitos amigos antes?

-O suficiente para lotar nossa casa. Mas é nas dificuldades que vemos quem realmente é nosso amigo.

-Isso é verdade, acho que é por isso que nunca tive muitos amigos.

-Acho que por isso que não tenho muitos também, na verdade não tenho nenhum, só alguns colegas que aparecem só na hora dos trabalhos em grupo.

-Exatamente oque eu passo, só que comigo ninguém quer fazer trabalho.- dou uma risada forçada.

-Mas outro dia te vi andando com o "Descolado" do Thomas.

-Você não tinha falado que nunca me vi-o no colégio.

-Nunca te vi no colégio, te vi andando com ele na rua.

-Ahh sim, conheci ele a poucos dias atrás e ele começou a andar comigo.

-Hummm.

-Ei Michael, onde você mora?

-Na minha casa.- Rimos

-Besta, em que rua você mora?

-A um quarteirão da sua.

-Agente podia ir junto para escola oque você acha?

-Como amigos?

-Sim, depois voltamos juntos e você pode lanchar comigo também.

-Que legal, por min tudo bem.

-Dai você não fica sozinho.

-Estão se entendendo Crianças?- Rachel pergunta

-Mais do que você pensa mãe.- todos abrem um sorriso.

-Amiga vou indo. Venho te ver sexta tá, amanha vai estar corrido para min.

-Tudo bem amiga.- as duas se abração.

-Tchau Michael ate amanha, eu te encontro na frente da sua casa?

-Pode deixar que eu te encontro na sua.- ele sorri e me da um beijo no rosto.

-Tchau dona Rachel.- dou um abraço nela.

 

Saio caminhando do lado da minha mãe ate chegar no carro.

 

-Eai Amanda gostou do Michael?

-Ele é bem divertido.

-E oque você achou dele?

-Mãe, o objetivo da visita era aniversário da mãe do Michael ou o Michael?- dou risada.

-Não posso saber a opinião da minha filha mais?- minha mãe brinca.

-Quem sabe eu te falo depois.

 

Conversamos sobre politica enquanto voltamos para casa, coisa estranha pois nunca me interessei em politica.

Cheguei em casa e corri para o quarto, afinal a quanto tempo não postava algo no blog. Abrindo a pagina principal do blog quase tive um ataque do coração.

 

-COMO ASSIM 1110 SEGUIDORES?- beleza Amanda fica calma, só pode ser um erro. Melhor eu ligar para Bia para saber oque aconteceu.

Pego o telefone de casa, pois meu celular parou de funcionar desde daquele dia.

-Alô, Bia?

-Sim, sou eu, quem é?

-Sou eu Amanda, tudo bem?

-Sim estou, aconteceu algo?

-Porque nos temos 1110 seguidores?

-OQUE?- escuto ela gritando do outro lado.- NÃO É POSSÍVEL, PERAI VOU VER NO MEU PC.

Fico um tempo de 2 minutos mais ou menos esperando ela abrir o computador.

-Você só pode estar brincando comigo Amanda.

-Você quem deve estar brincando comigo. Se fez algum post que deve ter dado sucesso.

-Bom, tem um que eu postei ontem de manha.

-Deixa eu ver, espera.

Lendo o post eu pude ver porque fez tanto sucesso. Foi mais ou menos assim.

 

"Hoje eu só queria ser quem eu não sou. Sei lá ter uma vida diferente, uma vida interessante para eu poder dizer aos meus filhos no futuro Eu Vivi, que eu fui alguém na vida, que eu fui legal com as pessoas, que eu fiz o meu máximo para viver o melhor possível. Mas parece que as coisas só dão errado, como se eu estivesse fazendo algo de errado, meus pais vão se separar eu sei disso, eles nem se olham mais, só dormem na mesma cama para eu não desconfiar, mais não sou mais uma criança de 9 anos eles não enxergam isso. A única maneira de esquecer os meus problemas é quando eu me deito na cama e coloco uma musica para escutar ai tudo em minha volta parece que some e eu me esqueço dos meus problemas. Mas isso é passageiro. Muitos na minha escola acham que eu sou perfeita e tudo que eu quero eu tenho na mão, mais não é bem assim, eu tenho condições suficiente para comprar oque eu quero é  verdade, mais se bem material fosse tudo eu não estaria aqui reclamando. Eu só vim falar para vocês que estão lendo esse post, se vocês por algum motivo brigaram com seus pais pois eles não te deram aquele celular top, ou aquela bike maneira, quero que vocês valorizem suas vidas, pois ela pode ser bem melhor do que você pode imaginar.

Viva o momento, Curta o momento e sinta o momento.

 

Por: Bella"

 

Foi um texto sincero, nunca tinha ouvido ela desabafar desse jeito, acho q isso esta ajudando ela, pelo menos eu acho. De alguma maneira consegui sentir um pouco oque ela deve ter sentido ao escrever, com certeza pelo fato que eu estou passando exatamente oque ela passa, isso me deu ate dó dela e de min também.

Com certeza os 1110 seguidores vieram deste post, e eu estou muito feliz por isso.

 

-Alô, Amanda você ainda esta ai?

-Sim, estava lendo oque você escreveu.

-Você demora para ler em.- rimos

-Nunca tinha visto você desabafar dessa maneira, se sentiu melhor depois de escrever?

-Com certeza, fiquei bem melhor, parece que tirei algo pesado de min.

-Você vai continuar andando com suas "Amigas"?

-Queria muito lanchar com você e o Thomas, mas não posso largar minhas amigas assim.

-Mas você me disse que nem gosta muito delas.

-Mas gosto um pouquinho.

-Pode deixar, então nos vemos qualquer hora, tchau.

 

Eu sabia exatamente porque ela não queria de parar de andar com as "Amigas" dela, na verdade ela não queria largar os populares e vim andar com os excluídos. Talvez ela tenha um pouco de snobe no sangue, ou talvez tenha medo de que vire uma excluída igual a min. Melhor eu parar de pensar nisso e tomar um banho para relaxar.

 

Naquele dia meu pai chegou lá pelas 8h e eu e minha mãe já tínhamos jantado, então subi direto para meu quarto e fiquei escutando Bad Blood da Taylor Swift, sempre curti rock mais as musicas da Taylor sempre me encantaram, sempre mexeram comigo. Estava de boa escutando mais algumas musicas do mesmo cd quando meu telefone toca.

 

-Alô?

-Oi Mandinha, sou eu Thomas.- claro que é, ninguém me chama assim a não ser ele.

-OI Thomas, tudo bem com você?

-Oi amor, tudo sim, porque não foi na escola hoje, fiquei igual a um besta te esperando.

Que estranho alguém que não seja minha mãe me chamando de amor, ate agora me pergunto se eu e o Thomas estamos 'Namorando', acho que logo logo descubro, acho.

-Serio?, desculpa devia ter te avisado, mais meu celular...-rimos

-O meu também, mais voltando onde você foi?

-Virou interrogatório agora?...Estava visitando uma amiga da minha mãe no hospital, nem queria saber o porque.

-Posso te buscar amanha na sua casa tenho uma surpresa pra você.

-Hummm que tipo de surpresa?

-Você vai gostar pode ter certeza.

-Mas porque vou ganhar um presente?

-Estou te devendo uma, esqueceu?

-Não.- rimos, mais na verdade eu não fazia ideia do que ele estava falando.- Thomas vou ter que desligar, minha mãe vai me matar se a conta vim alta.

-Esperai, posso te fazer uma pergunta?

-Claro

-Porque você me chama simplesmente de Thomas?

-Porque esse é seu nome, ué.

-Você poderia me chamar de Amor, Mô, Tho...

-E porque eu deveria?

-Agora temos um lance né?- Agora sei que estamos namorando.

-Você tem a ousadia de me beijar e fala que temos um "Lance"-riu

-Mas você gostou né?

Eu não só gostei como amei, aquele momento será inesquecível.

-...Sim, gostei.- senti que estava corando.

-Então, você sente oque eu sinto por você?

-Qual tipo de sentimento que você sente por mim?

-Meu beijo já diz tudo, né.- dou um riso constrangido

Nesse momento não sabia exatamente oque eu sentia por Thomas, mas não queria deixa-lo triste afinal ele é meu amigo, ou não, namorados?, nem minha mente sabe oque eu sinto.

-Boa noite "Thomate" - brinco.- Vou dormir agora, tchau ate amanha.

-Esperai Amanda, você Ainda não me respondeu.

-Desculpa a minha mãe esta subindo ate amanha.- desligo o telefone rapidamente e retiro ele da tomada.

 

Meu coração ficou acelerado por um tempo, fiquei vermelha, morrendo de vergonha do que ele ira pensar, e agora ele deve estar tentando ligar no meu telefone. Não sei oque vou falar para ele amanha.

Fui dormir e quando estava quase pegando no sono, lembre que amanha quem ia me buscar em casa era o Michael, ai Senhor e agora?. Bom eu posso falar para Michael quando ele chegar para me buscar outro dia porque queria refletir enquanto ia para escola, mas isso deixaria ele muito triste. Ou eu posso falar para ele chegar mais cedo, assim não vou ver Thomas, sim essa é a melhor opção. Vou ligar para ele agora mesmo, ele não deve ter ido dormir e não vou acordar ninguém pois a mãe dele esta no hospital e ele esta sozinho em casa.

 

-Alô? Michael, sou eu a Amanda lembra de mim?

-Oi Amanda, pode deixar eu não esqueci que tenho que ir amanha de manha na sua casa.- ele parecia contente

-Sobre isso que eu queria falar, você pode vir um pouco mais cedo?, é que tenho que resolver umas coisas na escola.

-Tudo bem, vou chegar meia hora antes, está bom?

-Valeu.

-Que nada, tinha que chegar mais cedo também, tenho um teste para o teatro.

-Que legal, conversamos sobre isso amanha, boa noite, tchau.

-Tchau.

 

Desligue o telefone da tomada e deitei na cama, fiquei refletindo por mais alguns minutos ate adormecer.