domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sétimo e oitavo capítulo do meu livro

Oiii Turma, boa tarde. Aqui em São Paulo está o calor do caramba (29°), e a previsão pra amanha é (32°) e com essa falta de água só por Deus mesmo.

Trouxe hoje os próximos capítulos sete e o oito (Os últimos até agora, porque ainda não escrevi o resto, mais até semana que vem posto o nove e o dez ;)

Boa Leitura *-*

 
 
 
 
 
 

Cap.7


 

28/03/2014


 

PII...PII...PII...

-Que merda de despertador.

Levantei na maior preguiça me arrumei e fiz tudo oque tinha que fazer, e sentei no sofá para esperar Michael, e logo ele bateu na porta.

 

-Oi Michael, estou feliz em te ver.- rimos

-Oi Amanda também estou feliz em te ver. Só uma pergunta...nos vamos de ônibus né?

-Tem outro jeito?

Então abraço ele e saímos em direção ao nosso ponto.

-Nossa agora de manha é um frio danado né?- ele concorda com a cabeça.

-Finge que o resto da calçada é o caminho para o altar, me de seu braço- ele coloca meu braço enrolado no seu.

Como assim altar?, esperai...

-Altar, só pode estar de brincadeira.- rimos

-Só imagina um lugar quentinho, que você gostaria de estar.

-Minha cama...um achocolatado e um bom livro.

-Agora esse lugar se foi, e advinha onde você esta?. Aqui nesse frio indo para escola- rimos

-Seu besta, eu estava tendo um pensamento legal.

Tudo estava fantástico enquanto caminhávamos naquela longa calçada que parecia não ter fim, quando de repente vejo Thomas me encarando na esquina.

-Tho...Thomas?- ele vem em minha direção.

-Porque você saio tão cedo da sua casa?, e quem é esse dai?- tiro braço de Michael de cima de mim

-Thomas esse é o Michael.

-Mas eu não disse que ia te buscar?- ele parecia irritado- Você deveria ter me esperado, né?

-Ei cara, quem é você para mandar nela deste jeito?-Michael também estava irritado

-Quem eu sou?- ele ri.- Fala para ele oque eu sou seu Amanda, fala.

-...- não sabia que falar, oque fazer, tive vontade de enterrar minha cabeça na parede.

-Fala Amanda...

-Thomas, não quero te magoar, mas não sinto a mesma coisa que você sente por mim, talvez eu sinta, mais eu não sei.

-Então você quer dizer que somos apenas "Amiguinhos"?, depois daquele dia, você ainda me trata como amigo?, Oque há de errado com você?. Eu sei, você gosta de ver as pessoas longe de você, por isso seus amigos te largaram, agora tudo esta mais claro, eu tentei te ajudar, mas você não me deu valor algum, como você pode esquecer do nosso beijo, de todos aqueles momentos?. Eu pensei que você fosse diferente, mas você é exatamente igual as outras meninas daquele colégio.

Quando ele terminou de falar meus olhos estavam cheios de lagrimas e pela primeira vez, senti o meu coração partido.

-Tho...me descul...

-E quer saber, qual seria a surpresa?- ele tira um pacotinho da mala e entrega a Michael.- Agora seu namorado tem algo para te dar.- e sai andando.

-Thomas, as coisas não se resolvem assim.- corro e agarro seu braço.

-Se resolvem como Amanda?, do seu jeito?- ele tira minhas mãos do seu braço.- Acho melhor você ir andando, vai chegar atrasada na aula.

Fiquei mais 2 min vendo ele indo embora, então Michael chega atrás de mim.

-Me desculpa Amanda.

-Que nada, não foi culpa sua.- pego o presente de suas mãos e guardo na minha mala.

-Você não vai ver oque é?

-Quem sabe quando eu chegar em casa.

Então caminho do lado Michael até o ônibus e depois nos separamos na escola.

Na hora do intervalo, sentei-me ao lado e Michael e conversamos sobre filmes que nos gostávamos, mais não prestei muita atenção, pois tentava achar, onde estaria Thomas, e logo o vi, na mesa dos populares, junto com Beatriz. Olho diretamente para eles e Bia me da um tchauzinho discreto e eu retribuo, quando Thomas olha para mim eu volto a conversar com Michael. E o resto do dia foi basicamente assim, eu tentando fugir dele e de algum modo sempre cruzamos olhares.

Voltei até em casa com Michael e suas conversas sobre tecnologia espacial, era engraçado ver ele irritado com a ciência.

Cheguei em casa dei oi para minha mãe e subi correndo para meu quarto.

-Oque será que tem dentro desta caixa?

Peguei a tesoura e abri rapidamente a embalagem e lá estava um iphone 5, não estava acreditando que ele gastou seu dinheiro para me dar um celular como aquele, apesar de ter ganhado um celular bom, eu estava muito arrependida, queria voltar a ser amiga de Thomas, mas não sei se ele me perdoaria, mas afinal a errada nessa historia não sou eu né?

Abri meu net e comecei a escrever uma breve historia do que tinha acontecido e evitei detalhes.

 

Me senti destruída por dentro, lagrimas saiam por meus olhos, não queria mais mostrar minhas cara na escola. Oque me deixava mais triste eram as palavras que ele tinha dito de mim, não acredito que ele fez isso comigo, ele sabe que eu não sou assim, mais as coisas estavam andando rápido demais eu tinha que dar um basta, não sentiria nada por ele se fosse por simples obrigação, não é um  beijo que vai fazer eu sair namorando todos por ai, eu sei que estou certa, ou não.

 

Por: Amanda

 

Bia tinha razão escrever esses negócios me fazia sentir melhor.

 

-Amanda desce e vem comer!.- minha mãe

-Não to com fome mãe.

-Venha logo antes que esfrie.

-Não quero, já disse!- grito

-Olha o respeito. Desça e venha comer.

-Olha mãe depois eu vou ta, não é uma refeição que vai fazer eu morrer.

 

Depois minha mãe não falou mais nada, deve ter aceitado oque eu disse, e eu fiquei um pouco arrependida porque fui um pouquinho grossa.

Acabou que naquele dia eu dormi sem comer, e finalmente dormi cedo.

 

Cap.8


 

29/03/2014

 

Apesar do dia de ondem, acordei com uma faísca de felicidade, afinal hoje era sexta-feira.

Estava pensando em aproveitar que hoje é sexta e sair. Mas ai esta, sair com quem?, eu gostaria muito de sair com Thomas, mais ele nem fala mais comigo, poderia sair com Bia, mas acho que ela vai sair com as amigas dela, e tem o Michael mas ele não vai sair para se divertir quando sua mãe esta internada quase morrendo. Melhor eu esquecer essa ideia se sair, e depois da escola ir no parque. Sim, isso que eu vou fazer.

 

-Amanda já esta pronta?, seu café vai esfriar e você vai perder o ônibus.

-Estou descendo mãe.

-Você não esta com fome?

-Se é por causa de ontem, não.

-Ok, não vou ficar pegando no seu pé, toma o dinheiro do lanche.

-Mãe, hoje depois da escola vou para o parque. Beleza?

-Tudo bem, mais vê se volta cedo dessa vez.- ela me abraça e eu saio andando

 

Estranho, hoje acho que Michael não quis ir para escola comigo. Deve ter acordado tarde.

 

Chego na escola e por incrível que pareça, Bia vem correndo atrás de mim.

-Amanda, oque aconteceu entre você e o Thomas?

-Nada.

-Ele começa a andar com meus amigos de repente, e você quer que eu acredite que não aconteceu nada?

-Já que ele esta andando com vocês, porque não pergunta para ele?

-Para com isso Amanda, vai me conta.

-Olha Bia, nem eu sei oque rolou entre agente.

-Tem certeza que você não fez nada?

-Sei lá, talvez.

-Vou perguntar para ele, depois eu te ligo e falo que ele me respondeu.

-Me liga lá pelas 19, ok.

-Tudo bem, pode deixar, tchau.- ela me abraçou foi embora.

 

Só queria voltar a conversar como antes com Thomas. Quem sabe um dia.

Fui para aula.

 

-Amanda, poderia me responder a questão 7?

-...

-Amanda?

-Não professor.

-Em que pagina estamos Amanda?

Ouço risos atrás de mim.

-Não sei.

-Poderia se retirar da sala.

-Não, estou melhor aqui.

-Eu não estou pedindo, estou mandando.

-SE EU NÃO ESTOU PRESTANDO ATENÇÃO AQUI, NO QUE VOU PRESTAR ATENÇÃO LÁ FORA?- grito

-Se retire agora, não se deve levantar a voz para um professor.- aponta para porta

Em minha mente, estava chingando ele e toda família dele.

-Então, da licença MEU professor.- saio da sala e bato a porta, bem quando a coordenadora aparece.

-Oque você esta fazendo, batendo a porta e saindo deste jeito?

-Desculpa.

-Vá para minha sala, vou conversar com seu professor e te encontro lá em 3 minutos.

 

Cheguei na sala dela, joguei minha mochila no chão e sentei de qualquer jeito na cadeira só para provocar. Quando eu olho para o lado advinha quem estava ali?, oque será que eu tenho poderia ser qualquer aluno dessa maldita escola, mas tinha que ser o Thomas, tinha.

Me senti envergonhada, peguei minha mochila e comecei a sair da sala.

-Entrando mocinha.- essa coordenadora aparece quando eu menos espero.

-Eu já entendi que você vai brigar comigo e ligar para os meus pais e blá blá blá.- ela me manda um olhar de reprovação

-Como essa é a sua primeira ocorrência, você levara apenas uma advertência, e que sirva de aviso. Você tem um currículo perfeito, não tem o porque estragar não é?- imaginei eu alguns dias atrás cabulando aula, que currículo perfeito. Quase ri.

Levantei em direção da porta e dei uma olhadinha rasteira para Thomas e por um instante nossos olhares se cruzaram.

Não estava afim de continuar na escola pelo resto do dia, as pessoas comentariam sobre oque eu fiz, e eu odiava ser o centro das atenções. Mais infelizmente não tinha escolha.

Quando voltei para aula, todos estavam cochichando. Eu poderia

 1: sair correndo e me trancar no banheiro;

 2: mandar todos calarem a boca;

Mas fiz o mais sensato...

-Desculpa.- tentei não olhar para a turma

Ele assentiu com a cabeça.

-Sente-se.

O resto da aula ouvi as pessoas me chamando de "Boboca" e outras coisas que eu não dava importância.

 

Quando deu o horário do lanche, procurei Michael em todos os lugares mais não achei. Então me sentei na mesa mais isolada do refeitório e comi minha pizza sozinha. Da onde eu estava, não dava para enxergar a mesa dos populares, resolvi me aquietar e não procurar por Bia, nem por Thomas.

 

-Oi linda- alguém falou no meu ombro, que cheguei a me arrepiar.

Olhei para traz e logo vi que era Nick, um jogador de futebol da escola que eu odiava, pois ele se achava melhor que todos.

-Oi...-fiquei sem resposta

-Sabe quem senta nessa mesa?

-Eu sento nessa mesa...- péssima resposta.

Ele da risada.

-Posso sentar aqui com você?- ele sorri

-Pode, já estou de saída.- me levanto

-Perai gata.- ele me puxa pelo braço- só quero conversar

-Não quero conversar com alguém que já chega me chamando de "Gata"- puxo meu braço.

-Calma, serio só queria te pergunta uma coisa

-E quer ainda?

-Se você deixar

-...

-Hoje de tarde lá pelas 16:00 vai te uma festa maneira na minha casa, e vai até a madruga se é que você me entende- corei por um momento

-Isso é um convite?

-Claro

-Mais porque você esta me convidando?

-Por nada.- mais estava obvio que tinha algo por traz, algo que até eu percebo de longe.

-Foi a Beatriz, né?

-Não...- ele fica paralisado- Tá bom foi ela, mais eu te convidaria sem problemas.- claro que convidaria

-As 16 né?

-Sim

Ele estava quase indo quando...

-Você vai não é mesmo?- ele me pergunta rapidamente

-Vou

Resposta errada de novo, tinha falado que iria ao parque e voltaria cedo para minha mãe. Mas tudo tem as suas exceções, não é mesmo?

Meu Deus quem será que vai?, será que o Thomas vai?, e o Michael?, a Bia é obvio que vai. Com que roupa eu vou?, que horas eu volto pra casa?, onde é esse lugar?, oque eu vou fazer lá?

Estava muito ansiosa, essa seria minha primeira festa jovem que eu iria, parece tão legal e ao mesmo tempo tão rebelde. Não vejo a hora.

 

Passei uma mensagem para bia, para ela me passar o endereço. E enquanto isso caminhava até chegar na porta de casa.

 

-Oi?, mãe?, Tá em casa?

 

Não escutei nada, só o barulho das gotas de água, que vinham da torneira da cozinha. Corri lá para desligar pois tenho uma coisa com desperdício de água, foi ai que eu vi uma carta na porta da geladeira.

 

 

 


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