*ESSE É APENAS OS PRIMEIROS CAPÍTULOS DO LIVRO, LEMBRANDO QUE É A MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE ESCRITORA E EU NÃO "MANJO" KKKKKKKK, COLOQUEM SUAS CRITICAS CONSTRUTIVAS NA "FORMA DE CONTATO" AO LADO, OBRIGADA ;)
Cap. 3
24/03/2013
Acordei no dia
seguinte com o rosto todo inchado e morrendo de vergonha do que tinha dito a
meus pais. Fiquei mais meia hora deitada na cama ate a preguiça ir embora de
vez. Lembrei que nem tinha jantado no dia anterior, e foi então que a fome
bateu, tomei coragem destranquei a porta e desci para tomar café da amanha e
minha surpresa é que estava tudo pronto e arrumado do jeito que eu gosto, mas
não havia nenhum sinal de meus pais. Olhei pela cortina e vi que os carros não
estavam lá...onde será que meus pais foram?
Resolvi parar de
pensar nisto e subi ate meu quarto para escrever um pouco no blog. Quando abri
o Not visualizei uma resposta a uma postagem no blog.
"Olá, meu nome
é Beatriz e eu passo pelas mesmas coisas que você, meus pais brigam
constantemente, mas quando eu vou buscar ajuda com meus amigos eles falam que é
frescura e falam para eu esquecer, mas não da para esquecer, afinal não da para
esquecer os problemas da noite para o dia...eu sei que você me entende, nos
poderíamos conversar sobre o assunto pela web um dia desses."
Quando terminei de
ler bateu uma alegria de saber que alguém no mundo estava lendo meu blog e de
saber que não era a única que estava passando pelas mesmas coisas. O primeiro
pensamento que me veio foi de "Preciso conhecer essa menina", então respondi
no post mesmo.
"Poderíamos
mesmo Beatriz, me passe o seu facebook para nos conversarmos em
particular"
Esperei uns dez
minutos e como ela não respondia fui tomar um banho, e foi bem agradável, pois
tinha esquecido por um tempo o ocorrido de ontem e só estava pensando na tal
Beatriz. Quando voltei ela tinha me mandado o link da pagina dela no face, e eu
logo abri.
-Ai meu Deus...-
essa tal de Beatriz andava com o grupo dos populares na escola- Oque eu vou
responder???. Oi aqui é a "Monga", Oi aqui é a "excluída"
do 2A, ou simplesmente:
"Oi Beatriz,
não posso falar quem eu sou, mas tenho certeza que brevemente nos veremos"
Mandei sem dó nem
piedade. Depois disso desliguei o Not e fique lendo por umas duas horas, até me
tocar que meus pais saíram e ainda não voltaram. Já eram 13:45, então resolvi
preparar um macarrão de copo para min.
Não tinha
absolutamente nada para fazer, nada mesmo, quando por sorte a porta toca.
-Desculpa por ter
sido grossa com você ontem mãe, foi muita falta de maturidade da minha part...-
mas quando abri a porta não era minha mãe, nem meu pai, muito menos a tal de
Beatriz.
-Oii Amanda, brigou
com sua mãe foi?
-Não acredito, você
esta me perseguindo garoto?
-Estava passando
aqui pela rua quando lembrei que você morava na 173.- ele da um sorrisinho
falso
Comecei a fechar a
porta quando ele falou:
-Toma isso é seu.-
ele estende me Mp4
-Nossa valeu, eu
tinha deixado no parque?
-Em cima da arvore
para variar.- dou uma risada um pouco alta.
-Você tem um sorriso
lindo.- sinto que ele sorri
-Igualmente!- ai que
merda não era para eu dizer isso, ele vai pensar que....que saco.
-Vou indo então
Mandinha.- ele sorri e caminha ate a calçada.
-MANDINHA NÃO- dou
um grito
-Porque?, é tão
fofo.
-Por favor, Amanda
esta bom.
-Você quem sabe
AMANDA- ele entona meu nome
Então fecho a porta,
levo meu Mp4 para carregar e começo a escutar as musicas. Quando de repente
começa um áudio que antes não estava lá, falava mais ou menos isso.
"-Oi aqui é o
Thomas, só queria te dizer que você tem que ter uma alto estima mais alta, e
fazer novos amigos, você pensa que todos te zoam, mais não é verdade existem
muitas pessoas verdadeiras na escola você tem que aprender a conhece-las. Se
você escutar esse áudio antes de segunda-feira saiba que pode começar a andar
comigo, não gosto de te ver sozinha, beijos Mandinha tchau"
A gravação estava
meio zuada mais deu para entender tudo oque ele falava.
Que legal, uma aula
de como ser EU...
Será que ele realmente quer ser meu amigo ou
esta querendo algo em troca?. Bom, não custa tentar né, afinal se der certo vou
ganhar um amigo, mas se der errado vou continuar sendo a mesma
"Monga" de sempre. Resolvido vou "tentar"...sim eu vou
tentar.
Naquele dia minha
mãe chegou 6 da noite com desculpinha que foi visitar uma amiga que estava
internada, mas eu ignorei pois estava desconfiada que ela fez isso só para me
provocar ou algo do tipo. E meu pai foi chamado para trabalhar de ultima hora.
Cap. 4
25/03/2013
Resolvi acordar mais
cedo e pegar o ônibus que vem antes do meu, assim quando chegar na escola
poderia procurar a tal da Beatriz.
Chegando na escola
já tinha vários grupinhos de pessoas lá, então procurei os
"populares", e não foi tão difícil de achar pois até o nome já diz
POPULAR, eles estavam conversando perto da quadra principal.
Então neste momento
tomei a pior decisão de todas, pior do que participar do concurso de poesia e
espero não fazer isso nunca mais.
Aproveitei que um
menino que eu nem conhecia estava passando perto então me joguei em cima da
Beatriz fingindo que ele me empurrou. O menino pedi-o desculpas e saio andando
como se nada tivesse acontecido.
-Ai !!! Menina está
ficando louca?- ouvi risadinhas e zoaçoes.
-Desculpa o menino
me empurrou juro que foi sem querer.
-Você sujou toda
minha calça.- me senti ate culpada por um instante.
Essa era minha
chance. Então cochichei no ouvido dela.
-Eu sou a menina do
blog, me encontra depois da aula.- ela ficou parada me encarando e depois
confirmou com a cabeça.
-Sai daqui menina
monga, vai conversa com seus amigos, espera ai... Ela não tem amigos.- um
menino mais alto disse e começaram rir alto.
Aquilo não me
incomodou muito, mas consegui ver o rosto de Beatriz cheio de arrependimento,
espanto e acho que pena. Acho que tinha mais dó da dela do que de min mesma,
com aqueles amigos quem precisa de inimigos.
Então o sinal toca,
e vou a caminho da sala de aula.
-Tudo bem com você
Amanda?- Thomas me pega de surpresa
-Sim esta, porque?
-Eu vi que os
"Metidos" estavam mexendo com você, oque eles fizeram?
-Nada de mais,
normal. E porque você esta tão intensado na minha vida ultimamente?
-Porque a sua vida é
mais interessante do que a minha.- ele fala enquanto caminhamos ate nossas
respectivas salas.
-Até parece. Tem
algo de interessante em uma menina excluída?- dou uma risada forçada.
-Eu te acho
interessante!
- O único.
-Até agora.
-Porque você fala
isso?
-Comesse a andar
comigo que você entendera.- ele pisca para min.
Ficamos em silencio
por um tempo.
-Então, quer que eu
te leve para casa hoje?
-Eu não preciso de
companhia para voltar para casa, me dou muito bem sozinha.
-Percebe-se.- ele
vira o rosto.
-Olha Thomas, você
esta sendo legal comigo e tudo mais, porem não sou uma menininha qualquer que
você pega na rua, não sou besta e sei me virar sozinha, ok?, se quiser me
ajudar, melhor começar a andar com outras pessoas, pois no final de tudo, vou
te magoar igual faço com todos.
Ele segura meus dois braços e fica encarando
cara a cara.
-Já estou cansado de
andar com pessoas qualquer, e você tem algo que as outras pessoas não
tem...você tem personalidade forte e tem um coração verdadeiro eu sinto isso.
Já estou cansado de te ver lanchar sozinha por anos e anos, se eu estou
tentando ser legal com você, pelo menos tente ser legal comigo também.
-Me larga.-sacudo os
braços e saio a passos largos em direção a sala.
-Amanda...- ele
falou baixo e depois não vi ele pelo resto do dia.
Quando deu o sinal
da ultima aula Beatriz estava me esperando do lado de fora da minha sala. Então
arrumei logo as minhas coisas e sai.
-Oi, posso passar na
sua casa hoje?
-Quando, quiser. -
anotei o endereço e entreguei a ela.
-Vou falar com os
meninos, e daqui a uma hora estou lá.- ela saio caminhando em direção da
cantina.
Sai correndo até o
ponto pois o ônibus e felizmente cheguei bem a tempo.
Quase...ainda bem
que o ônibus parou, não posso chegar em casa tarde se não minha mãe vai surtar
novamente.
Chegando em casa,
corri para arrumar meu quarto pois a primeira impressão é a que fica né. Oque
não foi tão difícil pois percebi que minha mãe já tinha arrumado boa parte.
Estava quase tudo pronto quando a campainha tocou.
-Oi, pode entrar.-
tentei ser a mais delicada possível, acho que porque ela é popular e tudo mais.
-Então é aqui que
você mora?
-Evidentemente.- dei
uma risada falsa
-Legal, quase igual
a minha.- falou enquanto entrava.
-Você quer algo para
beber?
-Não obrigada.
-Então vamos lá para
o meu quarto conversar sobre PAIS.- entonando pais.
-Bem difícil.- ela
deu risada
Subi a escada na
frente de Beatriz, vai que ela se depara com um rato.
-Seu quarto é
fantástico, as paredes são grafitadas. Amei.
-Valeu, foi eu que
fiz. Não ficou lá essas coisas mais eu gostei também.
-Posso te perguntar
uma coisa?.- ela senta na minha cama e eu concordo com a cabeça.- Porque você
não quis me falar quem você era quando te perguntei?
-Sei lá, achei que
você ia me zuar, afinal você é popular. -ela ficou vermelha
-Não queria ser
popular, eles são tão chatos com as pessoas que sinto desgosto deles.
-Para de andar com
eles então.
-CLARO QUE NÃO- ela
gritou.- Desculpa...é que eu não consigo, se eu parar de andar com eles, vou
ser...
-Excluída, igual a
min.- dou uma risada para melhorar o clima, mas acho que isso fez eu me sentir
pior.
-Não fale assim.
-Só falo a verdade.-
ela deu uma risada meio forçada.
Ficamos um tempo
olhando para o teto.
-E seus pais onde
estão?- ela pergunta
-Bom...meu pai esta
trabalhando e só chega amanha e minha mãe esta no escritório fazendo hora
extra. - E os seus?
-Meu pai deve estar
jogando tênis, e minha mãe deve estar em casa preparando a comida.
-E seus pais brigam
todos os dias?
-Sim, quase todo
tempo. -percebo a seu rosto tristonho.
-Os meus evitam
brigar na minha frente, mas quando eles brigam me da vontade de fugir de casa.
-Comigo acontece a
mesma coisa, eu ate ligo para minhas amigas, mas elas não levam a serio, as
vezes me zoam até.
-Que amigas você
tem. -dou uma risada. Sorte que não tenho elas como amigas.
-Pois é.
-Posso colocar uma
musica?
-Claro.- ela sorri.
Então coloquei a
musica "Paradise City"
-Nossa você gosta
dessa banda?
-Gosto, amo Guns N'
Roses.
-Eu também.
-Serio?, é difícil
achar uma menina que curta rock.
-Penso a mesma
coisa. Sua musica favorita é Paradise City?
-Sim, e a sua?
-November Rain
-Nossa que legal,
também gosto dessa.
-NOSSA JÁ SÃO
7:30!!!- ela berra. - Tenho que ir minha mãe vai servir o jantar daqui a pouco.
Quer vim jantar lá em casa hoje Amanda?
-Não sei não- nem
conhecia ela direito e já estava me convidando para jantar na casa dela.
-Não tem motivos
para você não ir, seu pai chega só amanha e sua mãe chega sei lá que horas.-
ela ficou aguardando minha resposta enquanto eu pensava.
-Sua mãe não vai
achar ruim se eu comer lá?
-Claro que não.
-Então tudo bem,
mais não vou poder ficar muito tempo.- bem melhor ir, assim não vou ter que
preparar a janta.
-Então vamos se não
minha mãe vai e matar se eu chegar tarde. -ela me puxa pelo braço.
A mãe dela parece a
minha pelo jeito que ela falou, "Minha mãe vai me matar se eu chegar
tarde."
No caminho para casa
dela conversamos sobre nossas infâncias, família, hobbies, etc. Para uma
caminhada de 20 minutos até que tivemos bastante assunto.
-Chegamos, essa é a
minha casa- fiquei de boquiaberta.
-Pensei que a sua
casa fosse "Quase igual a minha".
-No meu ponto de
vista é.
Mas com certeza não
era, a casa dela dava 3 da minha, era enorme e cheia de arbustos cortados
perfeitamente quadrangular. Era linda. E quando eu entrei, nem digo como era
perfeita, fiquei com os olhos brilhando de admiração.
-Mae, trouxe uma
amiga para comer aqui em casa, esta bem?
Era estranho alguém
me chamar de amiga, pela primeira vez me senti importante ou algo do tipo.
-Vem aqui falar Bibi
e pare de gritar- eu dei risada.
Caminhamos por um
corredor que era enorme.
-Mae, como estava
dizendo, trouxe a Amanda para comer aqui em casa hoje- a mãe dela me olhou de
cima a baixo.
-Amiga nova?
-Sim.
-Oi querida, meu
nome é Joana, acho que já deu para perceber que eu sou a mãe da Bibi.- ela me
da um beijo no rosto e volta a mexer na panela.
-Oi, prazer sou
Amanda.
-Que menina mais
educada, bem diferente daquelas meninas que você traz aqui em casa Bibi.- ela
fala enquanto mexe na panela.
-Mae.- Beatriz fala
indignada e Joana dá risada.- Já vai ficar pronta a comida?
-Só um minuto. Vai
esperar lá na sala, quando ficar pronto te chamo.
-Vem Amanda.- Bia me
puxa para sala.
Segui Bia até a sala
de estar e sentei no sofá.
-Amanda porque você
não se enturma com o povo da escola?
-Prefiro ficar
sozinha só isso.
-Mas antigamente
você andava com um monte de gente que eu lembro.
-Passado é passado.-
tentei terminar esse assunto, porque era realmente muito chato conversar sobre
essas coisas.
-Vai me conta...
-Vamos mudar de
assunto, não quero comentar sobre isso. -já estava impaciente com aquela
situação
-Por min, tudo bem.
-sabia que se começasse uma "amizade" com ela teria de contar tudo
mais tarde. Mas agora não é a hora. -E o Thomas?, É seu amigo?
-Não, ele apenas
esbara em min de vez em quando.
-Outro dia vi vocês
conversando e caminhando juntos por um bom tempo.- ela sorri com os lábios.
-Nada demais. Ele só
é um chato que não larga do meu pé.
-Você tem sorte do
Thomas ter te escolhido.
-Como assim
escolhido?
-Ele faz um trabalho
voluntario de assistente social honorário. Ajuda bastantes pessoas. -só agora
percebi que Bia esta comendo uma maça.
-Então, no ponto de
vista dele eu tenho um tipo de "Problema"?
-Bom..., não sei
explicar oque um assistente social faz.
-Mas eu sei.- fiquei
irritada, muito irritada para falar a verdade.
-Meninas venham
comer!
Bia sai correndo em
direção a cozinha e eu corro atrás dela.
A comida estava
deliciosa, era um bife a milanesa realmente muito bom. Quando terminei de comer
segui Bia até seu quarto, que era enorme, e as paredes tinham vários pôster de
artistas pop e muitas fotos das amigas dela.
-Eu estava
pensando...so uma sugestão, se você não quiser é só falar. Posso ser adm do seu
blog?
-Claro, eu adoraria,
afinal eu não publico todos os dias e você pode tornar o blog mais ativo e com mais pessoas entrando
lá.- solto um sorriso para Bia.
-Valeu, começo a
publicar hoje mesmo.
Estava tudo legal e
muito divertido até meu telefone tocar.
-Alô mãe.
-Caramba Amanda,
cadê você?- senti a voz de nervosismo
-Esperai mãe, fica
calma, estou na casa de uma amiga.- isso deve ter sido uma surpresa para minha
mãe.
Percebo que Bia me
olha com cara de espanto e depois cai na risada.
-Filha, nem para
você me avisar?
-Você por acaso me
avisou que ia visitar uma pessoa no hospital?- fiz voz de provocação
-Estou saindo agora
para te buscar, me passa o endereço.
-Qual o endereço
Bia?
-Rua Mosjan, numero
22.- bia sussurrou
-Mãe é na rua Mosjan
22, ok, beijos.- fui bem direta
-Beijos.
Fecho o celular e
coloco dentro do bolço da calça e Bia começa a dar risada e eu também.
-Bom, acho que vou
indo nessa, minha mãe vai estar aqui em cinco minutos.
-Sua mãe se parece
muito com a minha, sempre com neurose de saber onde eu estou.
-Pois é.- solto um
sorriso
Desci as escadas
junto com Bia, me despedi da Dona Joana logo quando minha mãe chegou e eu corri
para o carro.
-Pare com essa mania
de sair sem avisar mocinha. -minha mãe faz cara de reprovação.
-Digo o mesmo.
-Eu já disse para
parar de me responder Amanda.
Virei o rosto para o
vidro e não abri a boca até chegar em casa.
-Amanda, sobre a
discussão que tivemos aquela noite...
-Tudo bem mãe,
desculpas.
-Eu que te devo
desculpas.
-Está bem, aceito
suas desculpas.- falei enquanto ia a caminho do meu quarto.
-Amanda volta aqui.
Voltei e minha mãe
me deu um abraço e eu retribui.
-Te amo filha.
-Também mãe.
-Durma com Deus.
-Você também.
Depois disso subi,
me troquei, cai na cama e dormi igual pedra. Pelo menos aquela noite não houve
discussões.

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