sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Terceiro e quarto capítulo do meu livro

Oiii Turma, voltei hoje para postar o capítulo 3 e 4 do meu livro, espero que gostem #MundoNaEstante



*ESSE É APENAS OS PRIMEIROS CAPÍTULOS DO LIVRO, LEMBRANDO QUE É A MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DE ESCRITORA E EU NÃO "MANJO" KKKKKKKK, COLOQUEM SUAS CRITICAS CONSTRUTIVAS NA "FORMA DE CONTATO" AO LADO, OBRIGADA ;)
 
 
 
 
 
 

Cap. 3

 
24/03/2013
 
Acordei no dia seguinte com o rosto todo inchado e morrendo de vergonha do que tinha dito a meus pais. Fiquei mais meia hora deitada na cama ate a preguiça ir embora de vez. Lembrei que nem tinha jantado no dia anterior, e foi então que a fome bateu, tomei coragem destranquei a porta e desci para tomar café da amanha e minha surpresa é que estava tudo pronto e arrumado do jeito que eu gosto, mas não havia nenhum sinal de meus pais. Olhei pela cortina e vi que os carros não estavam lá...onde será que meus pais foram?
Resolvi parar de pensar nisto e subi ate meu quarto para escrever um pouco no blog. Quando abri o Not visualizei uma resposta a uma postagem no blog.
 
"Olá, meu nome é Beatriz e eu passo pelas mesmas coisas que você, meus pais brigam constantemente, mas quando eu vou buscar ajuda com meus amigos eles falam que é frescura e falam para eu esquecer, mas não da para esquecer, afinal não da para esquecer os problemas da noite para o dia...eu sei que você me entende, nos poderíamos conversar sobre o assunto pela web um dia desses."
 
Quando terminei de ler bateu uma alegria de saber que alguém no mundo estava lendo meu blog e de saber que não era a única que estava passando pelas mesmas coisas. O primeiro pensamento que me veio foi de "Preciso conhecer essa menina", então respondi no post mesmo.
 
"Poderíamos mesmo Beatriz, me passe o seu facebook para nos conversarmos em particular"
 
Esperei uns dez minutos e como ela não respondia fui tomar um banho, e foi bem agradável, pois tinha esquecido por um tempo o ocorrido de ontem e só estava pensando na tal Beatriz. Quando voltei ela tinha me mandado o link da pagina dela no face, e eu logo abri.
 
-Ai meu Deus...- essa tal de Beatriz andava com o grupo dos populares na escola- Oque eu vou responder???. Oi aqui é a "Monga", Oi aqui é a "excluída" do 2A, ou simplesmente:
 
"Oi Beatriz, não posso falar quem eu sou, mas tenho certeza que brevemente nos veremos"
 
Mandei sem dó nem piedade. Depois disso desliguei o Not e fique lendo por umas duas horas, até me tocar que meus pais saíram e ainda não voltaram. Já eram 13:45, então resolvi preparar um macarrão de copo para min.
Não tinha absolutamente nada para fazer, nada mesmo, quando por sorte a porta toca.
 
-Desculpa por ter sido grossa com você ontem mãe, foi muita falta de maturidade da minha part...- mas quando abri a porta não era minha mãe, nem meu pai, muito menos a tal de Beatriz.
-Oii Amanda, brigou com sua mãe foi?
-Não acredito, você esta me perseguindo garoto?
-Estava passando aqui pela rua quando lembrei que você morava na 173.- ele da um sorrisinho falso
Comecei a fechar a porta quando ele falou:
-Toma isso é seu.- ele estende me Mp4
-Nossa valeu, eu tinha deixado no parque?
-Em cima da arvore para variar.- dou uma risada um pouco alta.
-Você tem um sorriso lindo.- sinto que ele sorri
-Igualmente!- ai que merda não era para eu dizer isso, ele vai pensar que....que saco.
-Vou indo então Mandinha.- ele sorri e caminha ate a calçada.
-MANDINHA NÃO- dou um grito
-Porque?, é tão fofo.
-Por favor, Amanda esta bom.
-Você quem sabe AMANDA- ele entona meu nome
 
Então fecho a porta, levo meu Mp4 para carregar e começo a escutar as musicas. Quando de repente começa um áudio que antes não estava lá, falava mais ou menos isso.
 
"-Oi aqui é o Thomas, só queria te dizer que você tem que ter uma alto estima mais alta, e fazer novos amigos, você pensa que todos te zoam, mais não é verdade existem muitas pessoas verdadeiras na escola você tem que aprender a conhece-las. Se você escutar esse áudio antes de segunda-feira saiba que pode começar a andar comigo, não gosto de te ver sozinha, beijos Mandinha tchau"
 
A gravação estava meio zuada mais deu para entender tudo oque ele falava.
Que legal, uma aula de como ser EU...
 Será que ele realmente quer ser meu amigo ou esta querendo algo em troca?. Bom, não custa tentar né, afinal se der certo vou ganhar um amigo, mas se der errado vou continuar sendo a mesma "Monga" de sempre. Resolvido vou "tentar"...sim eu vou tentar.
 
Naquele dia minha mãe chegou 6 da noite com desculpinha que foi visitar uma amiga que estava internada, mas eu ignorei pois estava desconfiada que ela fez isso só para me provocar ou algo do tipo. E meu pai foi chamado para trabalhar de ultima hora.
 

Cap. 4

 
25/03/2013
 
Resolvi acordar mais cedo e pegar o ônibus que vem antes do meu, assim quando chegar na escola poderia procurar a tal da Beatriz.
Chegando na escola já tinha vários grupinhos de pessoas lá, então procurei os "populares", e não foi tão difícil de achar pois até o nome já diz POPULAR, eles estavam conversando perto da quadra principal.
Então neste momento tomei a pior decisão de todas, pior do que participar do concurso de poesia e espero não fazer isso nunca mais.
Aproveitei que um menino que eu nem conhecia estava passando perto então me joguei em cima da Beatriz fingindo que ele me empurrou. O menino pedi-o desculpas e saio andando como se nada tivesse acontecido.
 
-Ai !!! Menina está ficando louca?- ouvi risadinhas e zoaçoes.
-Desculpa o menino me empurrou juro que foi sem querer.
-Você sujou toda minha calça.- me senti ate culpada por um instante.
Essa era minha chance. Então cochichei no ouvido dela.
-Eu sou a menina do blog, me encontra depois da aula.- ela ficou parada me encarando e depois confirmou com a cabeça.
-Sai daqui menina monga, vai conversa com seus amigos, espera ai... Ela não tem amigos.- um menino mais alto disse e começaram rir alto.
 
Aquilo não me incomodou muito, mas consegui ver o rosto de Beatriz cheio de arrependimento, espanto e acho que pena. Acho que tinha mais dó da dela do que de min mesma, com aqueles amigos quem precisa de inimigos.
Então o sinal toca, e vou a caminho da sala de aula.
 
-Tudo bem com você Amanda?- Thomas me pega de surpresa
-Sim esta, porque?
-Eu vi que os "Metidos" estavam mexendo com você, oque eles fizeram?
-Nada de mais, normal. E porque você esta tão intensado na minha vida ultimamente?
-Porque a sua vida é mais interessante do que a minha.- ele fala enquanto caminhamos ate nossas respectivas salas.
-Até parece. Tem algo de interessante em uma menina excluída?- dou uma risada forçada.
-Eu te acho interessante!
- O único.
-Até agora.
-Porque você fala isso?
-Comesse a andar comigo que você entendera.- ele pisca para min.
Ficamos em silencio por um tempo.
-Então, quer que eu te leve para casa hoje?
-Eu não preciso de companhia para voltar para casa, me dou muito bem sozinha.
-Percebe-se.- ele vira o rosto.
-Olha Thomas, você esta sendo legal comigo e tudo mais, porem não sou uma menininha qualquer que você pega na rua, não sou besta e sei me virar sozinha, ok?, se quiser me ajudar, melhor começar a andar com outras pessoas, pois no final de tudo, vou te magoar igual faço com todos.
 Ele segura meus dois braços e fica encarando cara a cara.
-Já estou cansado de andar com pessoas qualquer, e você tem algo que as outras pessoas não tem...você tem personalidade forte e tem um coração verdadeiro eu sinto isso. Já estou cansado de te ver lanchar sozinha por anos e anos, se eu estou tentando ser legal com você, pelo menos tente ser legal comigo também.
-Me larga.-sacudo os braços e saio a passos largos em direção a sala.
-Amanda...- ele falou baixo e depois não vi ele pelo resto do dia.
 
Quando deu o sinal da ultima aula Beatriz estava me esperando do lado de fora da minha sala. Então arrumei logo as minhas coisas e sai.
 
-Oi, posso passar na sua casa hoje?
-Quando, quiser. - anotei o endereço e entreguei a ela.
-Vou falar com os meninos, e daqui a uma hora estou lá.- ela saio caminhando em direção da cantina.
 
Sai correndo até o ponto pois o ônibus e felizmente cheguei bem a tempo.
Quase...ainda bem que o ônibus parou, não posso chegar em casa tarde se não minha mãe vai surtar novamente.
Chegando em casa, corri para arrumar meu quarto pois a primeira impressão é a que fica né. Oque não foi tão difícil pois percebi que minha mãe já tinha arrumado boa parte. Estava quase tudo pronto quando a campainha tocou.
 
-Oi, pode entrar.- tentei ser a mais delicada possível, acho que porque ela é popular e tudo mais.
-Então é aqui que você mora?
-Evidentemente.- dei uma risada falsa
-Legal, quase igual a minha.- falou enquanto entrava.
-Você quer algo para beber?
-Não obrigada.
-Então vamos lá para o meu quarto conversar sobre PAIS.- entonando pais.
-Bem difícil.- ela deu risada
 
Subi a escada na frente de Beatriz, vai que ela se depara com um rato.
 
-Seu quarto é fantástico, as paredes são grafitadas. Amei.
-Valeu, foi eu que fiz. Não ficou lá essas coisas mais eu gostei também.
-Posso te perguntar uma coisa?.- ela senta na minha cama e eu concordo com a cabeça.- Porque você não quis me falar quem você era quando te perguntei?
-Sei lá, achei que você ia me zuar, afinal você é popular. -ela ficou vermelha
-Não queria ser popular, eles são tão chatos com as pessoas que sinto desgosto deles.
-Para de andar com eles então.
-CLARO QUE NÃO- ela gritou.- Desculpa...é que eu não consigo, se eu parar de andar com eles, vou ser...
-Excluída, igual a min.- dou uma risada para melhorar o clima, mas acho que isso fez eu me sentir pior.
-Não fale assim.
-Só falo a verdade.- ela deu uma risada meio forçada.
Ficamos um tempo olhando para o teto.
-E seus pais onde estão?- ela pergunta
-Bom...meu pai esta trabalhando e só chega amanha e minha mãe esta no escritório fazendo hora extra. - E os seus?
-Meu pai deve estar jogando tênis, e minha mãe deve estar em casa preparando a comida.
-E seus pais brigam todos os dias?
-Sim, quase todo tempo. -percebo a seu rosto tristonho.
-Os meus evitam brigar na minha frente, mas quando eles brigam me da vontade de fugir de casa.
-Comigo acontece a mesma coisa, eu ate ligo para minhas amigas, mas elas não levam a serio, as vezes me zoam até.
-Que amigas você tem. -dou uma risada. Sorte que não tenho elas como amigas.
-Pois é.
-Posso colocar uma musica?
-Claro.- ela sorri.
Então coloquei a musica "Paradise City"
-Nossa você gosta dessa banda?
-Gosto, amo Guns N' Roses.
-Eu também.
-Serio?, é difícil achar uma menina que curta rock.
-Penso a mesma coisa. Sua musica favorita é Paradise City?
-Sim, e a sua?
-November Rain
-Nossa que legal, também gosto dessa.
-NOSSA JÁ SÃO 7:30!!!- ela berra. - Tenho que ir minha mãe vai servir o jantar daqui a pouco. Quer vim jantar lá em casa hoje Amanda?
-Não sei não- nem conhecia ela direito e já estava me convidando para jantar na casa dela.
-Não tem motivos para você não ir, seu pai chega só amanha e sua mãe chega sei lá que horas.- ela ficou aguardando minha resposta enquanto eu pensava.
-Sua mãe não vai achar ruim se eu comer lá?
-Claro que não.
-Então tudo bem, mais não vou poder ficar muito tempo.- bem melhor ir, assim não vou ter que preparar a janta.
-Então vamos se não minha mãe vai e matar se eu chegar tarde. -ela me puxa pelo braço.
 
A mãe dela parece a minha pelo jeito que ela falou, "Minha mãe vai me matar se eu chegar tarde."
No caminho para casa dela conversamos sobre nossas infâncias, família, hobbies, etc. Para uma caminhada de 20 minutos até que tivemos bastante assunto.
 
-Chegamos, essa é a minha casa- fiquei de boquiaberta.
-Pensei que a sua casa fosse "Quase igual a minha".
-No meu ponto de vista é.
 
Mas com certeza não era, a casa dela dava 3 da minha, era enorme e cheia de arbustos cortados perfeitamente quadrangular. Era linda. E quando eu entrei, nem digo como era perfeita, fiquei com os olhos brilhando de admiração.
 
-Mae, trouxe uma amiga para comer aqui em casa, esta bem?
Era estranho alguém me chamar de amiga, pela primeira vez me senti importante ou algo do tipo.
-Vem aqui falar Bibi e pare de gritar- eu dei risada.
Caminhamos por um corredor que era enorme.
-Mae, como estava dizendo, trouxe a Amanda para comer aqui em casa hoje- a mãe dela me olhou de cima a baixo.
-Amiga nova?
-Sim.
-Oi querida, meu nome é Joana, acho que já deu para perceber que eu sou a mãe da Bibi.- ela me da um beijo no rosto e volta a mexer na panela.
-Oi, prazer sou Amanda.
-Que menina mais educada, bem diferente daquelas meninas que você traz aqui em casa Bibi.- ela fala enquanto mexe na panela.
-Mae.- Beatriz fala indignada e Joana dá risada.- Já vai ficar pronta a comida?
-Só um minuto. Vai esperar lá na sala, quando ficar pronto te chamo.
-Vem Amanda.- Bia me puxa para sala.
Segui Bia até a sala de estar e sentei no sofá.
-Amanda porque você não se enturma com o povo da escola?
-Prefiro ficar sozinha só isso.
-Mas antigamente você andava com um monte de gente que eu lembro.
-Passado é passado.- tentei terminar esse assunto, porque era realmente muito chato conversar sobre essas coisas.
-Vai me conta...
-Vamos mudar de assunto, não quero comentar sobre isso. -já estava impaciente com aquela situação
-Por min, tudo bem. -sabia que se começasse uma "amizade" com ela teria de contar tudo mais tarde. Mas agora não é a hora. -E o Thomas?, É seu amigo?
-Não, ele apenas esbara em min de vez em quando.
-Outro dia vi vocês conversando e caminhando juntos por um bom tempo.- ela sorri com os lábios.
-Nada demais. Ele só é um chato que não larga do meu pé.
-Você tem sorte do Thomas ter te escolhido.
-Como assim escolhido?
-Ele faz um trabalho voluntario de assistente social honorário. Ajuda bastantes pessoas. -só agora percebi que Bia esta comendo uma maça.
-Então, no ponto de vista dele eu tenho um tipo de "Problema"?
-Bom..., não sei explicar oque um assistente social faz.
-Mas eu sei.- fiquei irritada, muito irritada para falar a verdade.
-Meninas venham comer!
 
Bia sai correndo em direção a cozinha e eu corro atrás dela.
A comida estava deliciosa, era um bife a milanesa realmente muito bom. Quando terminei de comer segui Bia até seu quarto, que era enorme, e as paredes tinham vários pôster de artistas pop e muitas fotos das amigas dela.
 
-Eu estava pensando...so uma sugestão, se você não quiser é só falar. Posso ser adm do seu blog?
-Claro, eu adoraria, afinal eu não publico todos os dias e você pode tornar o  blog mais ativo e com mais pessoas entrando lá.- solto um sorriso para Bia.
-Valeu, começo a publicar hoje mesmo.
 
Estava tudo legal e muito divertido até meu telefone tocar.
 
-Alô mãe.
-Caramba Amanda, cadê você?- senti a voz de nervosismo
-Esperai mãe, fica calma, estou na casa de uma amiga.- isso deve ter sido uma surpresa para minha mãe.
Percebo que Bia me olha com cara de espanto e depois cai na risada.
-Filha, nem para você me avisar?
-Você por acaso me avisou que ia visitar uma pessoa no hospital?- fiz voz de provocação
-Estou saindo agora para te buscar, me passa o endereço.
-Qual o endereço Bia?
-Rua Mosjan, numero 22.- bia sussurrou
-Mãe é na rua Mosjan 22, ok, beijos.- fui bem direta
-Beijos.
Fecho o celular e coloco dentro do bolço da calça e Bia começa a dar risada e eu também.
-Bom, acho que vou indo nessa, minha mãe vai estar aqui em cinco minutos.
-Sua mãe se parece muito com a minha, sempre com neurose de saber onde eu estou.
-Pois é.- solto um sorriso
 
Desci as escadas junto com Bia, me despedi da Dona Joana logo quando minha mãe chegou e eu corri para o carro.
 
-Pare com essa mania de sair sem avisar mocinha. -minha mãe faz cara de reprovação.
-Digo o mesmo.
-Eu já disse para parar de me responder Amanda.
Virei o rosto para o vidro e não abri a boca até chegar em casa.
-Amanda, sobre a discussão que tivemos aquela noite...
-Tudo bem mãe, desculpas.
-Eu que te devo desculpas.
-Está bem, aceito suas desculpas.- falei enquanto ia a caminho do meu quarto.
-Amanda volta aqui.
Voltei e minha mãe me deu um abraço e eu retribui.
-Te amo filha.
-Também mãe.
-Durma com Deus.
-Você também.
 
Depois disso subi, me troquei, cai na cama e dormi igual pedra. Pelo menos aquela noite não houve discussões.
 


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